Jonas e seu sino: O dito já foi feito. Às portas da baleia um alemão segura um guarda-chuva. -Meu trem! diz ele aos gritos dos surdos amantes de Joaquim que diz só haver lugar para mais dois. de par em par se faz um monte de retruco. O turco Henrique diz que não quer ir. - aqui tenho água gelada suficiente para meia eternidade. Argos aumenta, suas geleiras desenham um quase infinito múltiplos de dois. O turco Henrique é um mártir a não ser perdoado. -Vais comigo, ainda que sejas amarrado! corram! corram! diz Roney C, o gentil. Calisto, a amante de Joaquim, já partiu. deixou instruções nos postes e nas paredes.
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Tempo
Um ar irrespirável de saudades! entre a lâmpada e o móvel, aranhas desfilavam tecendo o tempo... gavetas! há tanto tempo fechadas, gemeram ao simples toque de meus dedos. Delas lembranças finalmente respiraram novamente vivas em minha mente. Estantes, livros, desenhos, quadros... desbotados! E eu, como estaria? De repente me procurei num espelho, e ainda rente à parede encontrei um grande e ovalado olho esfumaçado de poeira! fui aos poucos descortinando com minha mão... o que eu tinha me tornado!? fiquei ali me olhando com tanta insistência que então me desconheci!
Sertão
No Sertão quando não chove O calor é macio como o hálito do ser amado Percorrendo nossa nuca No Sertão quando não chove O vento faz redemoinhos pra gente brincar Pele quase nua, pés tão livres... No Sertão quando chove as árvores vestem suas melhores roupas e as folhas gargalham dançando embriagadas de água Não é uma chuva que nos recolhe em casa É chuva compartilhada nas ruas Que logo viram lama abençoada Não existe tristeza no Sertão Existe calor que abraça Existe espera por chuva.

Geralmente eu me isolo, mas nem mesmo autofilismo me basta! rs
ResponderExcluirFalando-se em coelhos medonhos, confira as pinturas incríveis desse cara: http://ryoheihase.com/top.html
Ahh, essas pessoas que não se ignoram!